Promover a natalidade e o equilíbrio entre a vida profissional e familiar dos trabalhadores portugueses

Gostaria de vos transmitir uma ideia para promover a natalidade e o equilíbrio entre a vida profissional e familiar dos trabalhadores portugueses, que já transmiti ao Sr. Primeiro Ministro e Secretário-Geral do meu Partido.

Esta ideia passa por criar mecanismos que incentivem as empresas, poderão ser incentivos fiscais ou não, a criar creches e infantários na proximidade das suas instalações. Com o objectivo de potenciar economias de escala, estes mecanismos devem ainda incentivar a que as empresas cooperem entre si, neste sentido.

Um exemplo: na zona do Saldanha, em Lisboa, funcionam pelo menos 4 empresas de Consultoria (Deloitte, KPMG, Everis e PriceWaterhouseCoopers, em Picoas). Como sabemos, a profissão de Consultor, assim como outras, é muito exigente em termos de tempo, o que inibe, não raras vezes, estes jovens profissionais de constituírem família e terem filhos. Estas creches/ infantários teriam preços vantajosos para os colaboradores das empresas associadas (preço de modo a cobrir os custos), horários alargados e permitiriam que estes profissionais pudessem deixar os filhos na creche, almoçar com eles e ir buscá-los ao fim do dia.

Obviamente que esta ideia carece de aprofundamento por técnicos especializados, mas pode ser melhorada através da discussão.

1 comentário:

Helder disse...

O tema escolhido pelo nosso confrade Alves da Silva está na ordem do dia, tendo inclusivamente sido anunciado pelo Primeiro Ministro em exercício, que é objectivo do Governo passar a escolaridade obrigatória a frequência da pré-escola para as crianças com 5 anos, como forma de preparação para o ingresso no 1º ciclo do ensino regular. Esta medida, teria associados investimentos na rede de pré-escolas públicas, privadas e sociais (IPSS’s), devendo aplicar-se já a partir do próximo ano lectivo com inicio em Setembro de 2009.

Pois bem caros confrades, a proposta do Primeiro Ministro José Sócrates parece-me muito interessantes mas, até pelos timings considerados, impossível de concretizar sem:
- mobilização efectiva de investimento público neste sentido;
- acompanhado pela Segurança Social do investimento em IPSS’s (na medida em que representa uma importante fatia da rede de pré-escolas e Jardins de Infância em Portugal);
- Incentivos fiscais e financeiros capazes de mobilizar investimento privado.

Considero este assunto de importância nacional, pelo que deverá merecer a nossa preocupação quando seguimos o lema: “Por um Portugal Maior”!

Sempre a considerá-los,
GdSilva